segunda-feira, 16 de maio de 2011

Governo do Estado dá 13.8% para os professores em 2011

Alckmin eleva salário-base de professor em 42,2% nos próximos quatro anos

 

Com o primeiro aumento, a partir de 1º de julho, salário dos docentes em início de carreira passará dos atuais R$ 1.665,05 para R$ 1.894,12; remuneração chegará a R$ 2.368,51 quando reajuste for finalizado, em 2014; medida beneficiará toda a categoria

12 de maio de 2011 | 0h 00

A gestão Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou ontem uma nova política salarial para os funcionários da educação do Estado de São Paulo. A proposta inclui um aumento de 42,2%, em quatro anos, do salário-base do professor - para este ano, os docentes receberão 13,8% a partir de 1.º de julho. Com isso, o piso salarial de início de carreira, de 40 horas semanais, passará de R$ 1.665,05 para R$ 1.894,12.
A ideia do governo é promover, até 2014, aumentos sucessivos: 13,8% neste ano; 10,2% em 2012, com salário de R$ 2.088,27; 6% em 2013, aumentando para R$ 2.213,56 o salário-base; e, por fim, 7% em 2014, atingindo, portanto, R$ 2.368,51.
A proposta, que ainda precisa ser aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) como lei complementar, atinge todos os professores - ativos, inativos, aposentados e pensionistas.
O valor de 13,8% de aumento inclui a Gratificação Geral (GG), de R$ 92, a última que faltava para o governo incorporar ao salário. Assim, o acréscimo de R$ 229 neste ano é, na verdade, de R$ 137, porque os professores ativos já recebem a GG.
A penúltima, a Gratificação por Atividade de Magistério (GAM), já vem sendo incorporada ao salário desde o ano passado, em um processo que deve acabar em 2012. Foram 5% em 2010, 5% para este ano (já pagos) e mais 5% em 2012. "Não queremos nenhuma gratificação. Estamos encerrando essa questão", afirmou Alckmin.
Os outros servidores da educação, que não são ligados ao magistério, também receberão aumento, que será variado. A média é, segundo a pasta, de 32% já no primeiro ano para os funcionários das escolas estaduais. Eles terão as mesmas variações anuais dos docentes até 2014.
A gestão Alckmin calcula que, neste ano, a política salarial custará R$ 824 milhões - R$ 684 milhões só com professores. Em 2012, o gasto chegará a R$ 3,7 bilhões. O governo afirma que a verba virá do orçamento estadual.
Carreira. Alckmin classificou a medida como um "primeiro movimento de valorização e da qualidade da escola pública no Estado de São Paulo".

Nas próximas semanas, a Secretaria Estadual de Educação deve anunciar um novo plano de carreira, que manterá o bônus por desempenho e a valorização por mérito. Os dois programas, de acordo com o governo, serão "aperfeiçoados".

Os sindicatos, que reivindicavam reajuste imediato de 37,64% por perdas salariais desde 1998, consideraram a proposta "corajosa", mas afirmam que ela não contempla a inflação e outras demandas. A inflação acumulada nos últimos 12 meses é de 6,51% (IPCA). Segundo o secretário de Educação, Herman Voorwald, quando a proposta de carreira for apresentada, as evoluções salariais ficarão mais claras.
"Não estamos trabalhando com a questão de fazer uma correção inflacionária. Não é essa proposta que está em vigor", disse o secretário. "As evoluções salariais de todos os servidores serão em função da evolução em suas carreiras, que dependem somente deles."

Vereadores & Fraudes

Vereadores são presos em Taboão da Serra, SP, suspeitos de fraude milionária com impostos

Plantão | Publicada em 03/05/2011 às 19h32m

SÃO PAULO - Três vereadores foram presos nesta terça-feira antes do início da sessão na Câmara Municipal de Taboão da Serra, na Grande São Paulo. Eles são investigados por suspeita de envolvimento em uma fraude milionária nas contas do município. Segundo as investigações, eles recebiam dinheiro para anular dívidas de impostos como Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e Imposto Sobre Serviços (ISS). O rombo nos cofres públicos, com a fraude, pode chegar a R$ 1 milhão.

A Justiça decretou a prisão temporária deles por suspeita de envolvimento em um rombo nos cofres públicos de Taboão da Serra. A investigação começou em março, quando o servidor público Marcio Renato Carra foi surpreendido quando realizava uma fraude com impostos. Do computador que ele usava na prefeitura partiu um comando que fez desaparecer em um único dia quase R$ 65 mil em dívidas de impostos.
A fraude ocorria no setor de dívida ativa, onde ficam registrados os devedores de tributos como IPTU e Imposto Sobre Serviços.

O esquema foi detalhado por uma testemunha que assinou o depoimento com a impressão digital para não ter o nome revelado. A testemunha disse que o vereador Carlos Andrade procurava por ela e por outros funcionários da prefeitura. Primeiro, pediu a relação de empresas e pessoas físicas que constavam como os maiores devedores de IPTU.

O mesmo vereador também dizia a ela que alterasse as datas de vencimento e até o nome do devedor. Envelopes entregues aos servidores indicavam quem deveria ter a dívida cancelada.

A fraude causou um desequilíbrio nas contas municipais. Os valores devidos que eram apagados da conta de dívidas ativas não entravam no caixa da prefeitura. O desvio acumulado desde janeiro pode passar de R$ 1 milhão.

Além do servidor preso, outros funcionários tinham senhas especiais para acessar as contas da dívida da Prefeitura de Taboão da Serra. Para descobrir quem estava à frente da fraude, um dispositivo passou a indicar, em tempo real, de qual computador as dívidas eram apagadas.

- A investigação aponta que eles ficavam com 30% do valor do imposto devido - disse o delegado Raul Godoy Neto.

Segundo o delegado, um supermercado e o dono de um imóvel foram alguns dos beneficiados pelo esquema. Parentes dos vereadores Arnaldo dos Santos, do PSB, e de José Luiz Eloy, do PMDB, também foram favorecidos.

A Justiça mandou prender ainda outras sete pessoas, a maioria funcionários e ex-funcionários da prefeitura. A polícia ainda vai investigar quanto tempo durou o desvio do dinheiro público.
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